Em um julgamento marcante, o Hospital e Maternidade Brasil da Rede D’Or São Luiz foi condenado a pagar R$200 mil em danos morais à atriz Klara Castanho por vazar detalhes sensíveis de sua gravidez em 2022, uma clara violação da privacidade e da ética médica. A 1ª Câmara de Direito Privado do TJ/SP revisou a pena, inicialmente fixada em R$1 milhão, reforçando a importância do sigilo dos dados dos pacientes.

Klara enfrentou um dos momentos mais difíceis de sua vida sob os olhos do público, após uma enfermeira insinuar que o colunista Léo Dias poderia descobrir sua história, resultando em sua privacidade sendo injustamente invadida. Ela revelou ter sido vítima de estupro, o que resultou em uma gravidez, escolhendo pela adoção de acordo com a lei. Sua intenção era manter essa decisão privada, um desejo que foi desrespeitado.
O incidente destaca uma falha significativa na conduta hospitalar, com o vazamento de informações apontando para a falta de ética e compromisso com a proteção de dados sensíveis, conforme ressaltado pela 8ª vara Cível de Santo André e reiterado pelo TJ/SP.
Esse caso é um lembrete crucial da necessidade de sigilo, discrição e proteção de dados na área da saúde, refletindo as sérias consequências psíquicas e sociais de tais violações.
Fonte: Migalhas (https://www.migalhas.com.br/quentes/403898/hospital-que-vazou-dados-de-klara-castanho-e-condenado-em-r-200-mil)